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setembro 2021

Manual de Instruções práticas para Abrir uma Escola Cristã

Manual de Instruções práticas para Abrir uma Escola Cristã

Por: Elias Barbosa da Silva

Maceió, Agosto de 2021

Este manual tem como propósito apenas apontar um caminho a seguir, de maneira que aqueles que pensam em abrir uma escola possam levar isso em consideração e assim não partir do zero. A pretensão não é que tudo se resuma a esta lista, pois outros itens podem ser acrescentados. A realidade se mostrará que cada um dos passos a ser seguido precisará de mais pesquisas e ações, pois novas necessidades podem surgir. Para um estudo mais detalhado sobre como organizar e desenvolver uma escola cristã é recomendada a aquisição do livro publicado pela Associação Internacional de Escolas Cristãs (ACSI) – Organização e Desenvolvimento de uma Escola Cristã. https://www.acsi.com.br/lojavm/livros/organizando-desenv-detalhes

Esse livro da ACSI é bem completo, pois dará dicas, inclusive, sobre documentação escolar, contratação e avaliação de professores, declarações de fé, etc. E além do livro, a ACSI costuma realizar um encontro anual voltado para grupos que pretendem abrir uma escola cristã.

O material aqui apresentado é mais simples. É fruto das experiências adquiridas ao ajudar a abrir a Escola Cristã João Calvino em Maceió-Alagoas e também fruto de alguns conhecimentos adquiridos na participação de cursos ou leitura de livros.

A lista abaixo segue a partir do entendimento de que se trata de um contexto em que pais cristãos ou membros da igreja em geral resolvem abrir uma escola nos formatos convencionais para auxiliar os pais na educação de seus filhos.

É importante saber que a própria lei brasileira autoriza a criação de escolas confessionais (Artigo 209 da Constituição Federal – CF; Artigo 7º e 19 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB).

Passo-a-passo para abrir uma escola cristã:

Passo 1 – Provérbios 15.22: “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.”

O primeiro e grande passo é reunir um grupo de interessados no tema para pesquisar e compartilhar visões e expectativas. Eles podem orar juntos, estudar juntos e se encorajarem mutuamente. Juntos é sempre melhor que sozinhos para esse tipo de projeto grandioso.

Passo 2 – De quem é a escola?

Essa definição é um ponto de partida muito importante, pois um mal-entendido sobre esse projeto escolar pode acabar em problemas sérios entre membros da igreja e consequentemente redundar em problemas para o Conselho da igreja. A abertura de uma escola cristã pode surgir a partir da estimulação por parte do Conselho da igreja, mas o ideal é que a escola não seja um projeto do Conselho, pois a escola é um projeto muito complexo e não é papel do Conselho gerir uma estrutura escolar. A criação de uma escola cristã é um projeto que beneficiará toda a igreja, mas não precisa ser um projeto da igreja como instituição. Se ocorrer da escola ser um projeto da igreja, a recomendação é que o Conselho crie uma estrutura e nomeie uma Comissão de Educação para tratar de todos os assuntos relacionados a escola. A agenda do Conselho precisa priorizar o cuidado pastoral de seu rebanho. Seu envolvimento máximo na escola deveria ser o de orar e supervisionar como os pais estão cumprindo seus votos no batismo de seus filhos, o que pode incluir a matrícula em uma escola cristã. Membros do Conselho que fizerem parte de alguma comissão educacional precisam estar lá não por serem presbíteros ou pastores, mas por serem pais interessados na educação dos filhos da aliança.

Passo 3 – Criação de uma Associação da Escola Cristã.

A Escola é cristã e parte do entendimento de que educação é responsabilidade dos pais e ocorre no contexto da comunidade da aliança. Assim, todos os interessados no projeto devem se unir e formar uma associação legalmente estabelecida. Claro que inicialmente um grupo terá de estudar e criar um Estatuto que definirá os objetivos do projeto e a estrutura da organização, o que envolve: declaração de fé, perfil e papel dos membros, nomeação de conselho deliberativo e conselho fiscal, prestação de contas, distribuição de tarefas, etc. A associação é formada por voluntários, ou seja, que não são remunerados por serem membros da associação, mesmo aqueles que exercem uma função mais específica no Conselho Deliberativo ou Conselho Fiscal. Quando o momento chegar, ela terá de contratar um diretor executivo para a escola. Esse diretor é remunerado e será o trabalhador que implementará a visão da Associação. Esse diretor não é o dono da escola, mas um servo que implementa uma visão e se submete a esta visão. É preciso, porém, estabelecer com muita clareza as atribuições tanto do Conselho Deliberativo como do diretor executivo da escola, pois deve-se evitar o risco de membros do Conselho Deliberativo quererem micro-administrar a escola, assim como também pode ocorrer do diretor executivo querer criar um “muro” entre a escola e o Conselho deliberativo. A criação de estruturas claras no início é muito importante.

Observação: O ideal seria que desde o início a associação pudesse contratar um diretor, pois ele serviria para trabalhar em diversas esferas auxiliando a associação, especialmente considerando que muitos membros da associação têm seus trabalhos diários e nem sempre têm tempo para realizar determinados trabalhos.

Passo 4 – Visitar escolas cristãs já estabelecidas.

Aprender com a experiência de outros é muito importante. Procure viabilizar a possibilidade de realizar visitas a escolas já estabelecidas e conversar com os diversos profissionais que a administram. Também seria muito bom conversar com membros de associações de escolas cristãs para aprender com suas experiências em cuidar de uma escola.

Passo 5 – Procure Associações de Escolas Cristãs.

Existem associações que podem ajudar bastante no trabalho de abrir uma escola. Uma rápida pesquisa poderá mostrar diversas opções. Escolha aquela cuja visão e missão se alinhem mais com a escola que se pretende criar. Fazer parte de uma associação de escolas traz diversos benefícios. Algumas associações oferecem cursos com desconto, eventos e também livros. Mas isso não é o mais importante. Uma boa associação pode oferecer assistência e consultoria, além de representatividades valiosas em diversas esferas. Uma associação representa um universo de escolas e assim, estará sempre atenta as demandas da educação cristã. Isso é muito importante, especialmente nos dias de hoje. Por conhecer melhor, eu recomendo a ACSI – Associação Internacional de Escolas Cristãs.

Passo 6 – Procurar os órgãos competentes para fazer uma lista do que é exigido para abrir uma escola cristã.

Existem leis nacionais, estaduais e municipais que gerem a educação. Se o desejo é ter uma escola de acordo com a lei, esses órgãos não podem ser negligenciados. Até mesmo resoluções de sindicatos de professores e de escolas devem ser pesquisadas. Nesse momento, a existência de um diretor executivo pode ser bastante útil, mas também é possível a escola procurar algum tipo de consultoria profissional para agilizar a obtenção das respostas.

Existem leis que falam sobre a formação mínima dos funcionários da escola; sobre a quantidade de alunos permitidos na sala de aula, etc.

Não desanime com a lista. Ela pode ser extensa e burocrática, mas com o trabalho de todos ela será conseguida.

Passo 7 – Trabalhar na criação dos documentos fundamentais para a organização de uma escola cristã.

O Estatuto da Associação é fundamental pois ele é quem fundamenta o direito daquele grupo de abrir um projeto educacional. Ele deve ser apresentado junto com outras documentações exigidas. Mas no dia a dia de uma escola, os principais documentos que devem estar presentes nela são:

1 – Regimento Escolar: documento que vai gerir todos os relacionamentos dos envolvidos no processo educacional do estabelecimento de ensino. Também fala sobre como se darão os processos de matrícula, avaliação, normas disciplinares, calendário escolar, etc.

2 – Proposta Pedagógica (Currículo): Vai apresentar e fundamentar o conteúdo e as estratégias que serão adotadas para atingir os objetivos da aprendizagem dos alunos. Você precisará olhar a Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Associações de Escolas cristãs podem oferecer bastante apoio nisso.

 Além desses documentos, pode ser bastante útil a criação de um manual de instrução para pais, alunos e funcionários, pois podem tratar de maneira mais detalhada como serão os procedimentos dentro da escola.

Passo 8 – Sustentabilidade financeira da escola.

Esse tema é crucial e vai influenciar diretamente na estrutura da escola. Cada vez menos organizações se interessam por compromissos de doação de longo prazo para manter custos operacionais de escolas cristãs. É mais fácil conseguir uma doação para construir um prédio escolar ou para oferecer cursos para os professores do que ter parcerias de longo prazo para manter o funcionamento de uma escola cristã. E pensando nisso, a Associação Escolar precisa definir bem o que quer e como pretende concretizar seu plano. Uma escola que pretende atender apenas alunos de sua própria igreja ou denominação, terá um custo muito alto por aluno caso queira abrir uma escola nos termos da lei, pois a lei define a estrutura mínima para funcionamento de uma escola, independentemente da quantidade de alunos. Por exemplo: você precisa de um professor por série, mesmo que em cada sala haja apenas 10 alunos. E o gasto para gerir a escola deve considerar todos os funcionários: diretor, secretário escolar, coordenador pedagógico, professores, auxiliar de limpeza, auxiliar de sala, porteiro, etc, além dos demais gastos operacionais como energia, internet, equipamentos e suas manutenções, etc. É comum que uma escola pequena acumule tarefas para determinados funcionários, mas ainda assim, dependendo da quantidade de alunos de sua igreja ou denominação, os gastos serão muito altos e entrarão na balança quando os pais forem decidir matricular seus filhos na escola. Aqui temos de ser realistas! Uma família que ganha salário-mínimo não poderá pagar R$ 600,00 por mês para mandar seu filho para uma escola cristã.

É importante se pensar em como envolver toda a comunidade da igreja por meio de um trabalho de conscientização de que a escola cristã existe para o bem da comunidade da fé em primeiro lugar, mesmo que ela decida abrir para alunos de fora. Pode-se pensar em estabelecer uma contribuição fixa para todos os que resolvem fazer parte da associação e também solicitar ao Conselho a criação de uma oferta especial voluntária da igreja para a escola cristã.

Para viabilizar a criação e manutenção da escola cristã, pode ser necessário abrir para qualquer aluno que esteja procurando uma escola cristã. Isso não é um problema em si desde que a escola tenha documentações claras sobre sua filosofia de ensino e estrutura educacional. Há muitos pais que procuram exatamente uma escola que tenha valores e regras como as que a escola cristã oferece. Assim, eles facilmente se submeterão e apoiarão no que puderem.

Faz parte das atribuições de um diretor pensar em estratégias de marketing para divulgar a escola. Assim, é importante pensar em atingir o público evangélico para que entendam e procurem uma educação cristã comprometida com as verdades do Evangelho para seus filhos.

A escola precisa ter em vista que precisa procurar um ponto de equilíbrio financeiro que não apenas permita a operacionalização do projeto, mas também a criação de um fundo para emergências e para desenvolvimento. Tudo isso precisa ser contabilizado na hora de estabelecer um preço para a mensalidade. Também é preciso levar em conta que a educação envolve vários aspectos: morais, espirituais, intelectuais, emocionais e físicos. A oferta da educação deve buscar contemplar esses aspectos, mantendo-se fiel a sua confessionalidade, mas também atrativa aos que procuram uma educação diferente.

A educação cristã é diferente não por ter alguns versículos pendurados nas paredes das salas, nem por ter momentos de cânticos e oração, mas por ensinar de maneira consciente e consistente todo o conteúdo do ensino de acordo com uma cosmovisão cristã. Isso vai demandar investimentos em materiais didáticos e em capacitação profissional. Observar esses aspectos é muito importante, pois não se trata apenas de abrir uma escola, mas também administrá-la para que se desenvolva e se solidifique no decorrer dos tempos. É muito comum projetos educacionais iniciarem de acordo com espaços disponíveis na igreja ou em locais cedidos. Mas se o pensamento é de uma escola autônoma financeiramente, é preciso desde o início pensar estrategicamente sobre cada passo, o que deve incluir a aquisição de local cada vez mais adequado ao cumprimento da proposta educacional.

Passo 9 – Procurar parcerias para sustento financeiro.

Como dito no item anterior, cada vez menos organizações querem se comprometer por longo prazo para apoiar gastos operacionais de uma escola cristã. Mas não custa nada elaborar um projeto e procurar parcerias. O que vai pesar bastante é a capacidade que a Associação terá de convencer os doadores de que conseguirá a independência financeira no decorrer dos anos. A associação pode procurar vários tipos de parcerias:

A – pedido de doação para compra de móveis e equipamentos para a escola;

B – pedido de doação para aquisição de um terreno;

C – pedido de doação para construção do prédio escolar;

D – pedido de doação para apoiar o projeto escolar com “x%” durante “x” anos.

E – etc.

A procura não é garantia de sucesso, mas servirá como ponto importante para o planejamento financeiro, inclusive para determinar o momento ideal para iniciar o projeto.

Nesse aspecto de busca de apoio, muitas organizações considerando um fator determinante para liberação de apoio, a existência de uma contrapartida por parte do grupo que quer realizar o projeto e também a garantia de uma prestação de contas clara, precisa e auditável. Quando a igreja como um todo está envolvida, e quando os próprios membros da Associação mostram que estão dispostos a pagar quantia considerável para o projeto, é um forte indício de que ali há uma estrutura confiável.

Será muito difícil receber apoio quando os maiores interessados não mostram entendimento nem desejo de fazer sacrifícios para a criação e desenvolvimento do próprio projeto.

Passo 10 – Em qual bairro a escola será estabelecida?

A localidade também tem relação com a sustentabilidade financeira da escola. Apesar que o foco principal da escola será os membros da igreja, deve-se ter em mente que a escola não será iniciada para se acabar depois que a primeira turma concluir um ciclo. Assim, não se deve pensar em primeiro lugar no fácil acesso dos membros atuais, mas sim num local estratégico que garanta fácil acesso para qualquer um que pretenda frequentar a escola, inclusive de bairros mais distantes. É preciso que se observe se há pontos de ônibus próximos, se tem espaço para estacionamento, se o bairro tem o mínimo de segurança, se é rodeado de residências, etc.

É possível cair na tentação de priorizar o custo baixo para aquisição de um terreno, mas se tal terreno não for localizado em local estratégico, a escola fatalmente sofrerá com falta de alunos no futuro.

Passo 11 –  Contratação de funcionários.

A escola cristã é permitida ensinar de acordo com sua ideologia (confissão de fé). Logo, não é difícil de entender que é preciso ter funcionários que estejam alinhados com essa ideologia. Todo tipo de empresa procura funcionários que se alinhem com a missão, visão e os valores de tal empresa. Não é diferente com uma escola confessional. Esse será um ponto fundamental para que o projeto cumpra seus objetivos de educar os filhos dos crentes de acordo com a fé de seus pais. A escola precisa contratar professores que assinem a declaração de fé da escola. O ideal é que não apenas assinem, mas também vivam tal doutrina. A escola cristã não pode ser vista como uma oportunidade de emprego, mas como uma oportunidade de servir aos pais na educação de seus filhos. Às vezes a realidade se mostra que não há pessoas dispostas a trabalhar na área de educação. Uma solução possível é identificar aqueles com dons e até investir em cursos de formação de professores, para que a escola tenha mão de obra qualificada e alinhada com sua confissão de fé.

De maneira resumida e geral os setores básicos da escola são: direção, secretaria, coordenação pedagógica, professores, portaria, pessoal de apoio a manutenção e limpeza.

Dependendo do tamanho da escola, pode-se ter diversos setores: Tecnologia da Informação, marketing, segurança, controle disciplinar, recepção, etc.

Mas o normal é que no início, alguns possam receber alguns acréscimos de função, sendo remunerados por isso, ou simplesmente ter descrito em suas atribuições contratuais a inclusão de lista de tarefas diversas dentro de suas capacitações e carga horária. Por exemplo: é muito comum o secretário escolar ser o “recepcionista” da escola e também cuidar de aspectos financeiros.

Passo 12 – Estabelecer um plano de cargos e salários para todos os funcionários da instituição.

É muito comum escolas começarem na informalidade e só depois de alguns anos ela começar a se organizar em termos de legalidade trabalhista. Isso é muito perigoso. O ideal é realmente começar da forma correta, com todos os funcionários recebendo de acordo com a lei. Considerando a escassez, especialmente de professores, é importante a associação considerar fortemente a possibilidade de pagar um salário que não apenas seja de acordo com a lei, mas também atrativo. Isso também servirá para manter bons professores no seu quadro. Procure valorizar as formações acadêmicas em seus diversos níveis e também garantir que haverá uma linha do orçamento para investimento em capacitação dos profissionais de sua escola.

Passo 13 – Comunicação clara com os mantenedores, inclusive pais de alunos.

A escola precisa se comunicar com clareza e prestatividade com todos os que fazem parte do ambiente escolar. É importante incluir nessa comunicação os doadores de fora ou de dentro da própria igreja. Também a própria igreja como um todo precisa lembrar em orações daquele projeto tão importante de suporte a educação de seus filhos. Não perca oportunidade de manter sua igreja informada acerca dos principais acontecimentos e conquistas de sua escola. Não deixe para comunicá-los apenas no momento que precisar de apoio financeiro. O quanto mais cientes do projeto eles estiverem, mais fácil será ter sua contribuição.

Passo 14 – Estejam sempre dispostos a aprender.

Realizem eventos e treinamento não apenas para os profissionais da escola, mas também para membros da associação e sempre convide a igreja para que mais pessoas conheçam e se interessem pelo projeto educacional. A associação precisa ser renovada no decorrer dos anos. Por mais que os membros possam permanecer de maneira vitalícia na associação, o Conselho Deliberativo e Fiscal, e também outras comissões precisam ser sempre renovadas, mas sempre procurando garantir que os mais experientes compartilhem conhecimento com os mais novos. As pessoas passam, mas a associação precisa continuar firme.

Passo 15 – Quando possível invista num vice-diretor ou diretor adjunto para a escola.

A mesma lógica do ponto anterior: diretores passam, mas a escola permanece. Embora não seja automático que um vice-diretor assuma o cargo de direção, é sábio investir em alguém que tenha potencial de liderança e se revista da missão e visão da escola. Essa pessoa, ao mesmo também poderá ajudar e aprender junto com o diretor.

Considerações finais

Os itens acima são apenas uma lista de apoio e não um código oficial. Como falado acima, muitas necessidades podem surgir a depender do contexto de onde se pretende abrir uma escola. Mas com esta lista pode servir como ponto de partida para, pelo menos, um direcionamento de estudos.

Que Deus Abençoe a todos.

Elias Barbosa da Silva

Trabalhador em Educação Reformada

A aliança de Deus com Noé – Gênesis 8 e 9.1-19.

História 6 – A aliança de Deus com Noé – Gênesis 8 e 9.1-19.

Texto: Elias Barbosa da Silva

Revisão: Pastor Alexandrino Moura

Vimos na história anterior que Deus estava profundamente decepcionado com a maldade da humanidade e por isso decidiu destruí-la por meio de um dilúvio. Mas ele escolheu Noé e sua família para dar continuidade aos Seus planos de salvação da humanidade. Noé foi ordenado a construir uma grande arca, onde entraria com sua esposa, seus filhos e as esposas de seus filhos. E ainda um casal de cada espécie de animal de acordo com as instruções de Deus, entraria na arca para serem usados para repovoamento da terra.

A Bíblia diz que romperam-se todas as fontes de águas na terra e no céu. As águas subiram tanto que chegaram a ficar mais de seis metros acima dos montes. Todos os seres em que havia fôlego de vida morreram.

Mas a arca que Deus, em sua sabedoria, ordenou que Noé fizesse vagava por sobre as águas. Imaginem! A arca tinha aproximadamente 140 metros de cumprimento; 23 metros de largura e 13,5 metros de altura. Ela tinha três andares para abrigar os diferentes tipos de animais além de Noé e sua família.

No estado do Kentuck, nos Estados Unidos, foi construída uma réplica da arca com base nas dimensões apresentadas na Bíblia.

Em Hebreus 11.7 nós lemos: “Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.”

Noé confiou em Deus e foi um instrumento usado por Deus para condenação dos homens daquela época e para salvação da linhagem do nosso Salvador Jesus Cristo.

O dilúvio durou quarenta dias e as águas permaneceram sobre a terra por 150 dias. Deus então, sabendo que Noé, sua família e os animais estavam na arca, fez soprar um vento sobre a terra e as águas baixaram.

Depois de quarenta dias, Noé abriu a janela que tinha na Arca e soltou um corvo (um pássaro preto), mas esse pássaro ficava indo e voltando, o que mostrava que não via terra seca ainda para ele pousar. Depois Noé soltou uma pomba para ver se já havia terra seca, mas a pomba não achou onde pousar e por isso voltou para a arca. Noé esperou mais 7 dias e de novo soltou a pomba para fora da arca.

À tarde, ela voltou para Noé e trazia uma folha nova de uma árvore chamada oliveira. Isso já era um sinal de que a terra já estava aparecendo. Noé esperou mais sete dias e soltou a pomba, e desta vez a pomba não retornou a ele, e assim ele entendeu que ela encontrou um lugar para morar.

Com certeza Noé e sua família, e imagino que até mesmo os animais estavam muito ansiosos para sair da arca, mas Noé ainda esperou pela ordem de Deus. Finalmente depois de mais ou menos um ano, Deus ordenou que Noé e toda sua família saíssem da arca e também os animais.

Para mostrar sua gratidão e obediência a Deus, Noé construiu um altar e ofereceu uma oferta de sacrifícios a Deus. Deus se agradou dos sacrifícios de Noé e disse que não iria mais destruir a terra por causa do homem. Ele disse que a terra iria continuar dando seu fruto  e tendo todas as suas estações.

Deus também abençoou Noé e os seus filhos e disse para eles multiplicarem e encherem a terra. Vejam que aqui é como se fosse uma nova criação. Quando Deus criou Adão e Eva disse para eles se multiplicarem e encherem a terra. Agora, depois da punição de Deus aos homens por causa da maldade em seus corações, Deus está dando uma chance de recomeço. Mas não seria igual ao que foi no Paraíso com Adão e Eva. Muitas coisas mudaram e mesmo Deus renovando a aliança com o homem, os efeitos do pecado ainda estariam atrapalhando nosso relacionamento com Deus e com o próximo.

Na aliança que Deus fez com Noé e seus filhos ele disse que a terra nunca mais seria destruída com dilúvio e lhe deu um sinal para que ele soubesse que Deus sempre é fiel em suas promessas. Esse sinal é o Arco-íris. O Arco-íris já existia antes do dilúvio, mas agora a função dele é de servir de lembrete da fidelidade de Deus e de suas promessas feitas naquele dia. (Gênesis 9.8-17).

Todas as vezes em que o Arco-íris aparece no céu, é um sinal da fidelidade de Deus e de sua aliança com toda a criação. Os filhos de Noé que saíram da arca foram Sem, Cam e Jafé. A partir deles se encheu toda a terra com novos habitantes. Um novo recomeço e vamos ver como continuou a história da humanidade nas próximas histórias.

A salvação de Noé foi parte do plano de salvação de Deus não apenas para salvar Noé, mas para cumprir propósitos maiores de salvação para todos aqueles que creem em Deus. Quando nós vemos o Arco-íris, devemos não apenas lembrar da salvação do julgamento do dilúvio, por meio da arca, mas devemos nos lembrar da Salvação perfeita provida por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.

Que Deus nos abençoe.

Perguntas para fixação de aprendizagem

1 – Na primeira vez que Noé soltou a pomba, ela voltou para arca. Você sabe por que ela voltou?

2 – O que Noé fez logo depois que ele saiu da arca?

3 – Qual o significado do Arco-íris?

4 – Você já viu um Arco-íris?

MATERIAL DE APOIO A ELABORAÇÃO DAS HISTÓRIAS

1 – Bíblia de Estudo de Genebra.

2 – Marty Machowski. The Gospel Story Bible: discovering Jesus in the Old and New Testaments. New Growth Press, Greensboro, NC (USA). 2011

3 – S. G. De Graaf, Promise and Deliverance (vol. 1). Paideia Press. St. Catharines. Ontario (CA) 1977

4 – Matthew Henry. Comentário Bíblico – Volume I – de Gênesis a Deuteronômio. CPAD. 4ª Impressão, 2017

5 – João Calvino. Comentário no livro de Gênesis. Volume 1. CLIRE, 1ª Edição, 2018

Noé: A humanidade é destruída, mas Deus salva Noé e sua família. Gênesis 6 e 7

História 5 – Noé: A humanidade é destruída, mas Deus salva Noé e sua família. Gênesis 6 e 7

Texto: Elias Barbosa da Silva

Revisão: Pastor Iraldo Luna

Vimos na história anterior que a batalha entre a linhagem do descendente da mulher e os descendentes da serpente já foi mostrada bem cedo na família de Adão e Eva, quando Caim se levantou contra seu irmão Abel e o matou. Vimos ainda que os descendentes de Caim cresciam e se mostravam cada vez mais como seguidores de Satanás, mas Deus mostrou sua fidelidade garantindo uma descendência piedosa a Adão e Eva, com o nascimento de outro filho, chamado Sete, a partir do qual, a promessa da chegada de um Salvador seria cumprida no tempo determinado por Deus.

Apesar dos efeitos do pecado, Deus continuou se mostrando misericordioso, mas a história de hoje vai mostrar como ficava cada vez mais claro que o ser humano não poderia de forma alguma resolver o problema do pecado sozinho.

Adão e Eva continuaram cumprindo a ordem de Deus de crescer e se multiplicar (Gn 1.28). E seus filhos se casaram e também tiveram outros filhos, de maneira que a terra ia ficando cada vez mais cheia de pessoas. O mesmo também aconteceu com a descendência de Caim, e a terra também foi se enchendo com seus descendentes que não queriam saber das coisas de Deus.

Seguindo alguns estudiosos da Bíblia, podemos entender que, no capítulo 6 de Gênesis, os filhos de Deus são os descendentes da linhagem de Sete e que os filhos dos homens são os descendentes da linhagem de Caim. E a Bíblia diz que os filhos de Deus ficaram admirados com a beleza das filhas dos homens e começaram a se casar com elas. Essa mistura não foi nada agradável para Deus, porque essa mistura fez com que também muitos dos filhos de Deus começassem a praticar maldades na terra. E a maldade se multiplicou cada vez mais. Deus viu toda essa maldade e também viu que o coração do homem era muito mal. Então, em Gênesis 6.6, é dito que “o Senhor se arrependeu de ter feito o homem na terra, e isso lhe foi pesado no coração.” Deus decidiu, então, destruir os seres humanos e os animais.

Mas havia um homem na terra, chamado Noé, que agradava a Deus. Ele foi visto pelo Senhor de maneira graciosa (Gn 6.8) e assim foi capacitado a viver em justiça e integridade. A Bíblia nos diz que Noé “era um homem justo e íntegro entre os homens de sua época e que ele andava com Deus e tinha três filhos, chamados Sem, Cam e Jafé. (Gênesis 6.9-10)

Deus, então, foi até Noé e disse a ele que iria destruir toda a vida que houvesse na terra, porque a terra estava cheia de violência. Ele iria mandar um dilúvio. Um dilúvio é uma grande quantidade de chuvas. Deus iria mandar tanta chuva que iria inundar toda a terra e matar todos os seres em que há fôlego de vida.

Mas Deus ordenou Noé a construir uma grande Arca (um grande barco). Deus disse exatamente como gostaria que essa arca fosse feita em todos os seus detalhes. Deus, então, fez uma aliança com Noé e disse que, na arca, deveriam entrar Noé junto com sua esposa, seus filhos: Sem, Cam e Jafé, junto com as esposas deles, e ainda um casal de cada espécie de animais para serem conservados em vida. Noé obedeceu e fez exatamente como Deus ordenou. (Gênesis 6.13-22).

O trabalho de Noé, construindo a arca, durou vários anos. As pessoas ao seu redor não ligavam para o que Noé estava fazendo e viviam sua vida normalmente, sem levar a sério nenhuma palavra, nem o trabalho de Noé. Em Mateus 24.37-39, nosso Senhor Jesus fala sobre isso. Mas, então, a arca foi finalizada, e Deus deu ordem a Noé para entrarem na arca ele e sua família. Com ele também entrou na arca um casal de vários tipos de animais. E, depois que todos entraram na arca, Deus mesmo fechou a porta (Gn 7.16).

Noé tinha 600 anos quando Deus mandou o dilúvio. Tudo aconteceu como o Senhor havia dito. Ele mandou forte chuva sobre a terra. Dia e noite, choveu sem parar por quarenta dias. E tudo que tinha fôlego de vida e habitava na terra morreu (Gn 7.22). Mas Noé, sua esposa, e seus três filhos, Sem, Cam e Jafé, cada um com sua esposa, foram salvos; e claro, também os animais que estavam com ele para povoar a terra novamente.

Percebam, crianças, como o pecado trouxe destruição e inimizade contra Deus desde o início. Até mesmo os filhos de Deus caíram em pecado quando começaram a se casar com os descendentes de Caim. As consequências foram fatais a ponto de destruir quase toda a raça humana e até os animais que tinham sido criados por Deus. Em sua criação, Deus concluiu dizendo que tudo era bom! Mas aqui, na história de Noé, Deus se comunica conosco usando uma linguagem que nós entendemos muito bem: ele se diz profundamente entristecido por causa da maldade dos seres humanos. Contudo, mais uma vez, Ele se lembra de sua aliança feita com nossos primeiros pais, Adão e Eva, e salva, por meio da arca, Noé e sua família. O dilúvio foi o julgamento de Deus, e a arca foi o meio que Deus usou para livrar Noé e sua família desse julgamento.

Da linhagem de Noé, isto é, de sua descendência, nasceu nosso Salvador Jesus Cristo, aquele que nos livrou do julgamento de Deus. Nos tempos de Noé, apenas quem entrou na arca foi salvo. E hoje, apenas quem crê no nosso Senhor Jesus Cristo pode ser salvo.

Que Deus nos abençoe.

Perguntas para fixação da aprendizagem

1 – Por que Deus resolveu destruir a vida na terra?

2 – Deus destruiu realmente todo mundo?

3 – Quantas pessoas entraram na arca? Pode lembrar do nome dos quatro homens que entraram na arca?

MATERIAIS DE APOIO A ELABORAÇÃO DA HISTÓRIA.

1 – Bíblia de Estudo de Genebra.

2 – Marty Machowski. The Gospel Story Bible: discovering Jesus in the Old and New Testaments. New Growth Press, Greensboro, NC (USA). 2011

3 – S. G. De Graaf, Promise and Deliverance (vol. 1). Paideia Press. St. Catharines. Ontario (CA) 1977

Caim e Abel – Os efeitos do pecado e a fidelidade de Deus. Gênesis 4

História 4 – Caim e Abel – Os efeitos do pecado e a fidelidade de Deus. Gênesis 4

Texto: Elias Barbosa da Silva

Revisão: Pastor Iraldo Luna

No capítulo anterior aprendemos sobre a triste história da desobediência de Adão e Eva. No único momento em que os seres humanos tiveram a liberdade para escolher, eles preferiram usar a liberdade para desobedecer.

Apesar disso, Deus foi misericordioso e ainda permitiu que o homem cumprisse o seu mandato de cuidar da terra e governá-la, mas agora eles não iriam fazer isso com facilidade. Ao contrário, por causa dos efeitos do pecado, seria uma grande luta. Lutas no casamento, desgostos no trabalho e a morte perseguiriam todos os seres humanos até o fim.

Mas Deus também tinham dado uma promessa de que nasceria um descendente da mulher que destruiria Satanás. Isso certamente enchia Adão e Eva de esperança. Mas Deus também tinha dito que uma grande batalha aconteceria entre os descendentes da serpente e os descendentes da mulher.

E já podemos ver isso aqui no capítulo seguinte quando aprendemos sobre a história de Caim e Abel.

Adão e Eva tiveram dois filhos: um chamado Caim e outro Abel. Caim era um agricultor. Ele trabalhava no campo plantando vegetais e outros tipos de alimento. E Abel era pastor de ovelhas. Ele cuidava do rebanho, de onde tirava lã e pele para fazer roupas e também preparava os animais para a oferta de sacrifício diante de Deus. Os sacrifícios e ofertas eram uma forma de mostrar fidelidade a Deus e cultuá-lo e como sabemos, também é um lembrete dos efeitos do pecado, que trouxe morte e inimizade.

Adão ensinou bem aos seus filhos acerca da necessidade de cultuar a Deus por meio de ofertas e lemos no versículo 3 do capítulo 4 de Gênesis que eles obedeciam e assim Caim trouxe uma oferta do fruto da terra para oferecer a Deus e Abel trouxe das primícias do rebanho e da gordura para oferecer a Deus. E Deus se agradou da oferta de Abel, mas não da oferta de Caim.

Mas porque Deus gostou apenas da oferta de Abel e não da oferta de Caim? A Bíblia nos diz que depois desta oferta, Deus conversou com Caim, porque sabia que Caim estava com muita raiva e desanimado. E Deus perguntou a ele: “Por que você está com tanta raiva? Será que se você fizer o que é certo, eu não vou gostar?” Gn 4.7. Assim, nós entendemos que Abel ofereceu sua oferta com fé e sabendo que era um pecador necessitado da Graça de Deus, enquanto que Caim certamente não tinha o mesmo sentimento para com Deus. Deus alertou Caim para ter muito cuidado com o pecado dentro dele, mas Caim não ouviu.

Caim estava irado e com ciúme de seu irmão Abel. Então ele pensou em um plano para matar seu próprio irmão. Ele chamou seu irmão para irem ao campo e estando lá, Caim matou Abel.

Vocês lembram que não dá para esconder nada de Deus, não é? Deus sabe o que está dentro do nosso coração. Ele já tinha mostrado isso quando sabia o que estava no coração de Caim quando ele ofereceu o sacrifício e depois quando sabia que Caim estava com muita raiva. E agora, mais uma vez, ele procura Caim, já sabendo o que ele tinha feito e pergunta onde está Abel.

A resposta de Caim foi muito arrogante e desrespeitosa para com Deus. Ele mentiu e desrespeitou Deus com seu tom de voz: “Não sei; por acaso eu sou responsável por meu irmão?” Mas Deus então sabia tudo o que Caim tinha feito e então o julgou e o disciplinou. Deus disse que a partir daquele momento, Caim, que vivia do trabalho da terra, não mais conseguiria colher nada do seu trabalho. Se ele plantasse alguma coisa, não cresceria. Ele ficaria fugindo o tempo todo e não encontraria um lugar para morar por muito tempo.

Caim então disse a Deus que essa punição era muito pesada para ele e que qualquer pessoa que encontrasse ele iria querer matá-lo. Mas Deus colocou um sinal em Caim para protegê-lo e assim, qualquer pessoa que encontrasse Caim não iria matá-lo. Ninguém sabe exatamente que sinal era esse, mas as pessoas quando o vissem, não iriam mexer com Caim.

Imaginem que notícia humilhante e destruidora para Adão e Eva! Eles descobriram que já desde o início de suas vidas fora do Jardim do Éden, o pecado já mostrava seus efeitos de maneira devastadora. Mesmo os pais tendo ensinado sobre o pecado e a graça de Deus aos seus filhos, ainda assim, é possível que um ou outro não obedeça aos ensinamentos, como fez Caim.

A Bíblia ainda mostra que os descendentes de Caim foram verdadeiros seguidores de Satanás. Ele era casado e teve filhos e netos. Um de seus tataranetos era tão mal que fez um poema mostrando o quanto ele era feliz por ser um homem violento. Gênesis 4.23-24.

Mas Deus continuou mostrando Sua Graça. Adão e Eva tiveram outro filho no lugar de Abel. O nome dele era Sete. E de Sete nasceu outra criança chamada Enos e a partir daquele momento se começou a invocar o nome do Senhor. Ali ficava clara a distinção entre a semente de Satanás, que foi Caim, com sua família crescendo cada vez mais em maldade, e a semente de Deus, que foi um outro filho de Adão, Sete, por meio de quem a promessa de um Salvador seria cumprida.

O sangue derramado de Abel não foi suficiente para resolver o problema do pecado, mas a promessa de Deus de enviar um descendente de Adão para salvar seus filhos continuou firme e aconteceu no tempo certo. Jesus Cristo, descendente de Adão e Eva, da linhagem de Sete, resolveu o problema do pecado. O sangue de Abel pedia justiça por sua morte (Gênesis 4.10), mas o sangue de Cristo é o que traz a paz e a salvação para todos aqueles que nele creem. (Hebreus 12.24).

Que Deus nos abençoe.

Perguntas para fixação de aprendizagem

1 – Qual era o trabalho e Caim e qual o trabalho de Abel?

2 – Qual foi a oferta de Caim e qual a oferta de Abel oferecida a Deus?

3 – Por que Deus não ficou satisfeito com a oferta de Caim?

4 – Qual o nome do filho que Adão e Eva tiveram depois que Abel morreu?

MATERIAIS DE APOIO A ELABORAÇÃO DA HISTÓRIA.

1 – Bíblia de Estudo de Genebra.

2 – Marty Machowski. The Gospel Story Bible: discovering Jesus in the Old and New Testaments. New Growth Press, Greensboro, NC (USA). 2011

3 – S. G. De Graaf, Promise and Deliverance (vol. 1). Paideia Press. St. Catharines. Ontario (CA) 1977